A Justiça de Pernambuco negou o pedido da defesa de Marcelo da Silva para suspender temporariamente o processo do caso Beatriz. Com a decisão, a tentativa de interromper o andamento do processo até a análise do pedido de transferência do júri para Recife não foi aceita.

A defesa do réu havia solicitado que o Tribunal do Júri, previsto para acontecer em Petrolina, fosse transferido para o Recife. Os advogados alegam preocupação com a segurança e também questionam a possibilidade de imparcialidade dos jurados diante da grande mobilização em torno do caso.
O pedido de suspensão foi negado pelo desembargador Honório Gomes do Rego Filho. Segundo a decisão, não foi identificada, naquele momento, uma situação de urgência que justificasse a paralisação temporária do processo. A Vara do Júri de Petrolina ainda deverá prestar informações, antes das manifestações do Ministério Público, da assistência de acusação e da Procuradoria de Justiça Criminal.
Após a decisão, Lucinha Mota, mãe de Beatriz, afirmou que considera a negativa mais uma tentativa de impedir o avanço do julgamento. Em declaração publicada nas redes sociais, ela disse que, “custe o que custar”, o júri vai acontecer e que continuará lutando por justiça.
O ponto importante é que a decisão não marca a data do júri nem encerra a discussão sobre a transferência para Recife. A defesa ainda aguarda a análise definitiva desse pedido. Portanto, o processo continua avançando, mas ainda existem etapas judiciais pela frente.
“OPINIÃO”
Esse caso já se arrasta há anos e continua sendo acompanhado de perto por Petrolina e por toda a região. Para a família de Beatriz, cada nova decisão representa mais um capítulo de uma espera dolorosa por um julgamento.
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